sábado, 7 de setembro de 2019

A História de Pai Cipriano


A História de Pai Cipriano
"Cipriano Quimbandeiro, chorou no cativeiro. Hoje chora de alegria o Rosário de Maria. Chora, chora, saravando Angola..."
Lá pelos meados do século XVIII, existiu um negro que foi
escravizado pelos senhores brancos, que era conhecido pelo nome de
Cipriano, o bruxo da senzala do sul, o Mago.


E por que levava esse nome?


Cipriano foi escravizado na tenra idade, trabalhou nas roças de
café, cana de açúcar e trigo de sol a sol por longos e longos anos.
Contudo, a noite na senzala, ele se empenhava com os mais velhos em
aprender as magias, benzeduras e todas as coisas místicas com todos
os negros mais velhos, que eram, cada um especialista em determinada
coisa desse gênero.


E Cipriano, por ser extremamente dedicado ao que fazia, se apegou
em todas as formas de magia e benzeduras, aprendia um pouco com cada
um dos seus mestres negros.


E foi assim que se tornou um grande benzedor e entendedor de
magias africanas, fazendo delas um ponto positivo para auxiliar a
todos que delas necessitavam, e que ele procurava ajudar com toda a
dedicação e carinho.


Por esse motivo Cipriano ficou conhecido por toda região, como o
negro que retirava espíritos sem luz, que curava com suas magias, que
acalmava as dores com suas benzeduras, além de ser um dos mais
entendidos sobre ervas e suas benevolências.


Nos dias de hoje Cipriano se apresenta como Entidade de Luz nos
terreiros de Umbanda, onde trabalha na linha das Almas, sendo um Preto
Velho muito solicitado pela sua atuação dentro do encaminhamento de
obsessores e quebra de magia negra.


Ele quando chega ao terreiro, muitas pessoas parecem temer por
saber quem ele é, e o que ele representa na Umbanda. Muitos assemelham
esse Preto Velho com um bruxo, ou o senhor da cruz de caravaca, cruz
essa que se é utilizada pelos senhores da alta magia.


Mas Pai Cipriano é apenas uma bela Entidade de Luz, que foi
abençoada por Deus, Pai Oxalá e todos os Orixás, para poder retornar
como Entidade para auxiliar os necessitados, e isso ele faz
extremamente bem.


Uma característica desse Preto Velho e chegar nos terreiros de
Umbanda de joelhos, ou arrastando uma das pernas ou mesmo as duas, e
isso tem um motivo que faz parte de sua história na vida terrena,
ainda como escravo.


Como foi dito nos meados do século XVIII , Cipriano era um negro
escravizado, mas extremamente respeitado pela fama que corria a
região, na qual dizia que ele era o bruxo das senzalas.


Essa fama não só trazia respeito para Cipriano, mas também trazia
o carinho de seus irmãos negros, pois todos sabiam que além da fama de
bruxo, ele tinha outra fama, de sempre fazer o possível e o impossível
para auxiliar alguém que necessitava de sua ajuda, sendo nas magias e
benzeduras simples, como a mais alta magia que por mais complicada e
difícil de ser realizada, se fosse para curar, sanar mazelas,
retirar obsessores, ou qualquer coisa que necessitasse da sua ajuda
ele o faria, sem temer obstáculos.


Dentro desse pensamento, certa vez ele foi solicitado pelos pais
de uma criança negra, que se esvairia em sangue, numa hemorragia sem
motivo físico. Os seus pais desesperados sem condição de procurar
ajuda como sanar aquela hemorragia de seu pequeno filho, pois ao
pedirem desesperadamente ajuda aos feitores, foram ameaçados de serem
levados ao tronco.


Diante do fato gravíssimo, um dos negros se lembrou das bruxarias
e benzeduras que Cipriano fazia, e ao falar aos pais da criança,
foram imediatamente pedir ajuda ao negro.


Cipriano foi até a criança, que nesse momento já estava com a
respiração pesada, olhos cerrados e perdendo sangue por entre
orifícios.


Cipriano, com galhos de arruda, guiné e benjoim, fez uma
benzedura, fazendo com que a respiração da criança se acalmasse, e
assim ele colocou as mãos abertas no peito do menino, fechou os olhos,
como se examinasse a criança espiritualmente.


Após alguns minutos em um transe profundo, Cipriano é jogado ao
chão por uma força descomunal, que vinha do corpo da criança. Essa
força invisível, faz com que Cipriano acordasse do transe, não
deixando com que ele terminasse o tratamento espiritual sobre o
menino.


Novamente ele tenta, e novamente acontece a mesma coisa. E nessa
segunda tentativa ele pressente que ali existe muito mais que uma força
que não aceita que ele tentasse curar a criança, mas algo demoníaco
que obsediava o menino, tentando tomar conta de seu espírito ao ponto
de induzi-lo a que sua alma o seguisse a escuridão eterna.


Ao sentir que a mazela do menino negro não era apenas um mal
físico, Cipriano se fechou em oração junto a Pai Oxalá e aos Orixás,
nos quais ele tinha extrema fé. Dali ele tem uma visão das ervas que
deveria utilizar para um banho que levaria aquela força do mal para
longe do menino, e assim poderia, com sua benzedura e magia fazer com
que ele tivesse êxito na cura do corpo físico, já tão debilitado.


Cipriano diz aos presentes que ficassem em oração, pois ele teria
que ir as matas fechadas, em um local único, para apanhar as ervas e
assim dar continuidade a cura do menino. E assim foi feito.


Cipriano se embrenhou pela mata, seguindo o caminho que lhe foi
indicado por meio de visão espiritual. Cada vez mais distante da
fazenda na qual estava a criança, Cipriano via a mata se fechando cada
vez mais, chegando ao ponto de certos lugares ele ter que passar
totalmente abaixado.


Enfim ele encontra o local indicado pela suas visões e no local
todas as ervas necessárias para fazer o banho, o chá e as benzeduras
para salvar a vida da criança.


Após recolher todas as ervas que necessitava, Cipriano tenta se
apressar para chegar em tempo de salvar a pequena criança. E ao se
embrenhar na mata novamente, ele sente que estava sendo observado, e
logo em seguida consegue ver por quem. Um enorme vulto negro, rodeado
de menores vultos da mesma negritude, começam a ficar ao seu redor
tentando fazer com que Cipriano perdesse o rumo do caminho de retorno.
Como ele se fixou no caminho, sem se deixar a ser induzido pelos
maléficos vultos, continuou a caminhar, deixando assim o grande vulto
negro com mais ódio ainda.


O grande vulto negro passa novamente por Cipriano, fazendo menção
de ataque. E como novamente Cipriano não se deixou abalar, o vulto
maior e negro reúne os demais comandados do mal tentando novamente
atormentá-lo. E enquanto os menores vultos vinham de todos os lados
para cima de Cipriano, o vulto maior segue até um covil de cobras,
fazendo com que a mais venenosa das serpentes ficasse em posição de
bote para atacar o negro quando passasse por ali.


E assim aconteceu, Cipriano foi atacado pela venenosa serpente, um
ataque rápido e certeiro em sua perna esquerda, fazendo com que ele
caísse já delirando de tanta dor pelo veneno que se espalhava.


Nesse instante Cipriano se lembra do pequeno menino, que era
tomado pelos espíritos do mal, e ele se fechou em oração pedindo aos
Orixás força para conseguir chegar a seu objetivo e assim curar a
criança.


Com sua fé grandiosa, juntamente com uma vontade descomunal,
Cipriano busca forças, e olhando ao redor, nota que já não está mais
sendo ameaçado pelos vultos negros. Desse momento em diante ele se
arrasta por meio da mata fechada, junto ao chão e as folhas e raízes
que se sobressaiam por todas as fendas da terra.


Cada vez mais cansado, com dores terríveis, já não sentindo suas
pernas, uma pelo veneno da serpente e a outra pelo esforço extremo de
levar seu corpo adiante, Cipriano desaba mais uma vez ao chão.


Ele olha para o céu, clama por misericórdia, com olhos
lacrimejados tentando buscar na sua fé a força que necessitava para
seguir o caminho de volta.


E nesse momento uma luz muito forte aparece diante de seus olhos,
e dessa luz vem uma voz forte, mas serena, que lhe disse:


"Cipriano, você tem nas mãos as ervas necessárias para acalentar sua dor física. Essas ervas podem curar sua perna ferida e envenenada pela serpente do mal. Basta pegar todas, e numa sequência esfregar uma a uma no local da picada, porém terá que usar todas as ervas que tens
em mãos nesse momento.
Sabendo disso, você não terá como salvar o corpo físico da criança da morte, e consequentemente também não terá como salvar o espírito desse menino da escuridão na qual ele está sendo levado pelos espíritos sem luz, que estão nessa constante busca por esse menino por ele ser um espírito puro e iluminado, que virá no futuro ser um grande aliado do bem contra obsessores e kiumbas.


Você tem que usar seu livre arbítrio nesse momento, poderá usar as ervas para se curar, ou poderá arriscar sua vida e seguir em frente para salvar a vida e a alma do menino.


Você poderia se curar e retornar em busca de mais ervas no localindicado, mas contudo não teria tempo hábil para retornar a tempo de salvar a vida da criança."


Ao fim dessas palavras a luz desapareceu da mesma maneira que
apareceu. Cipriano cerra os olhos, e os abre lentamente, olhando seu
embornal com as ervas. Olha também para suas pernas, a esquerda já com
um grande edema, e a direita com feridas abertas por estar sendo
arrastada pelo terreno tão danificado.


Cipriano fecha novamente os olhos, faz uma oração e segue seu
caminho, rastejando por entre as folhas caídas, indo ao encontro do
menino na senzala da fazenda.


Durante longo tempo ele se rastejou, até que se deparou com a
pequena trilha que ligava a mata a fazenda. Que para ele foi um alívio
e uma vitória.


Conseguiu chegar até a fazenda, e lá foi auxiliado pelos seus
irmãos negros a ir até a senzala onde estava a criança.


Chegando diante do menino, Cipriano rapidamente se pôs a fazer
suas orações, suas benzeduras e suas mágicas curas por intermédio das
ervas que tinha em mãos. Delas também fez chás, e logo que se iniciou
o trabalho de cura física e espiritual do menino, já pôde se observar
uma melhora grandiosa.


Quando Cipriano se aproximou do menino colocando suas mãos em seu
peito para dar continuidade a limpeza dos obsessores, o grande vulto
negro, visto na mata, apareceu diante dele, mas já sem forças, e foi
conduzido para longe dali e do menino para sempre.


A criança se recuperou rápido, deixando os seus pais eternamente
agradecidos a Cipriano. Ele porém, após controlar o veneno que agia
maleficamente em seu corpo, ficou com as pernas sem movimento, a
esquerda pela picada da serpente, e a direita pelo esforço extremo que
foi obrigado a fazer para chegar até a fazenda.


Pai Cipriano desencarnou com mais de 80 anos. E no dia de seu
desencarne, ele, sabendo que estava chegando seu momento de partir da
vida terrena, pediu aos negros que se reunissem em sua volta, e
juntos fizessem orações aos Orixás, para que o recebesse de braços
abertos, no local que Pai Cipriano chamava de "Paraíso dos Bruxos".


Ao fazerem o que ele desejava, Pai Cipriano desencarnou nos braços
do menino negro, que nessa época já era um homem feito, que ele salvou
da morte e das garras de obsessores da escuridão.


Esse menino cresceu com um respeito grandioso por Pai Cipriano,
tanto que ele seguiu os passos de seu mestre, e com ele aprendeu todas
as benzeduras, mandingas e o domínio das ervas, sendo para curas
físicas ou espirituais, e que mais tarde também, como seu mestre
viraria uma Entidade de Luz trabalhadora da Umbanda, e levaria o nome
de Pai José.


E essa é a história de nosso Preto Velho Pai Cipriano, como ele
ficou conhecido, como ele salvou da morte Pai José, ainda na tenra
idade.



Adorei as Almas!


Adorei Pai Cipriano!

domingo, 4 de agosto de 2019

Significado das cores das mandalas.

O SIGNIFICADO DAS CORES



LARANJA 


Palavras-chave: aspiração, sociabilidade.
Laranja é uma cor social e sociável, com muito impulso e energia. Um pouco mais reservado que o vermelho, é uma cor bem humorada, agradável – mais exatamente, apaixonada. O laranja está relacionado com o elemento terra.

O laranja cria um pouco da excitação do vermelho, mas é como que apaziguado pelo amarelo. Isso faz com que ele seja uma cor bastante útil em aposentos onde as pessoas se reúnem bastante e batem papo. É interessante notar que o laranja também é mentalmente estimulante: uma boa escolha para áreas de estudo.


AMARELO

Palavras-chave: positividade, otimismo.
O amarelo é a cor do sol, que lança sobre nós sua energia, que confere vida. O amarelo é jovial, estimulante e alegre. Como proporciona estímulo mental a ele, muitas vezes é associado à obtenção de sabedoria. O amarelo pode avivar o aposento mais sombrio. Na antiga China, considerava-se o amarelo a cor do riso. O amarelo está relacionado com o elemento terra.

Sempre se considerou o amarelo como uma cor mentalmente estimulante, portanto é útil em áreas de estudos, ou em atividades criativas. Não exagere, porem, já que, em demasia, essa cor pode provocar dores de cabeça. O amarelo anima a atmosfera de um aposento e faz com que as pessoas se sintam felizes e divertidas, sendo, desse modo, uma boa escolha para aposentos destinados a entretenimento.



DOURADO

Palavras-chave: dignidade, dinheiro.
Na China imperial, só o imperador e seus parentes mais próximos tinham permissão para usar mantos dourados. Por isso, ainda hoje se acredita que o dourado atrai honra e sucesso. O dourado é positivo e otimista, como o amarelo, mas expressa mais dignidade. No Oriente, ele muitas vezes é combinado com o vermelho, para representar sorte e prosperidade. O dourado está relacionado com o elemento metal.



AZUL

Palavras-chave: otimismo, segurança.
Na antiga China, o azul simbolizava as bênçãos divinas. É a cor do céu. Hoje em dia, está relacionado com a consideração ,a constância e a verdade. É calmante, introspectivo e responsável.

O azul também é tranqüilo e voltado para o íntimo. Pode ser uma escolha muito boa, caso você tenha um aposento para meditar. Os azuis mais fortes, tais como o índigo, favorecem a espiritualidade e a intuição.

Diversas tonalidades de azul podem ser a escolha certa para o banheiro e o lavabo. Isso ocorre porque o azul está relacionado com o elemento água.






VERDE

Palavras-chave: paz, tranqüilidade, cura
O verde está bem no meio do espectro das cores, e é a cor da natureza. Proporciona sentimentos de paz, harmonia e tranqüilidade. Acalma e revigora a alma. Na China, considera-se o verde a cor da paz e da longevidade. O verde também está relacionado com a primavera e com o crescimento que advém de tudo isso, além de estar ligado ao elemento madeira.

O verde é repousante e tranquilizante, isso faz com que ele seja uma cor apropriada para qualquer aposento usado para repouso e para dormir. O verde acalma a mente e elimina a tensão e a ansiedade.




VIOLETA

Palavras-chave: Espiritualidade, ideais elevados.
O violeta usa a energia do vermelho, combinada com o otimismo do azul, para criar uma cor repousante que evoca uma sensação de encantamento. Não é de surpreender que as vestes episcopais sejam dessa cor, pois o violeta está fortemente associado com o lado espiritual da vida.

Essa cor estimula a criatividade, o idealismo e o misticismo. A cor violeta pode ser inspiradora e encher a mente de sonhos, de como as coisas poderiam ser. Não é uma escolha muito boa para as salas de entretenimento, mas pode ser muito útil em aposentos onde se requer concentração.





VERMELHO

Palavras-chave: excitante, energético.
O vermelho está relacionado com o elemento fogo, é a mais forte das cores. Na natureza, o vermelho não é encontrado com muita freqüência; quando o vemos, ele nos transmite uma mensagem muito forte. Na China, o vermelho sempre foi considerado a cor da felicidade e da prosperidade. É uma cor de muito bom argúrio. No Oriente, as noivas ainda usam o vermelho, para atrair sorte do céu. Ovos tingidos de vermelho são distribuídos quando o bebê faz um ano de idade. O vermelho é inspirador, excitante e dinâmico. Pode nos dar uma enorme confiança.

O vermelho também pode ser a cor a ira. Ele é apaixonado e ardente, e pode criar confusão quando não é usado com sabedoria.

Deve-se usar o vermelho também nos aposentos que envolvam atividade e excitação. Uma sala de jogos ou uma sala de exercícios são bons exemplos disso. O vermelho aumenta a atividade física e a paixão carnal. Entretanto, pode causar insônia, quando usado no quarto de dormir.


BRANCO

Palavras-chave: pureza, brilho.
O branco do vestido de noiva representa pureza e inocência. Nas artes marciais, aqueles que usam faixa branca são “inocentes”, porque estão apenas começando. Ele incentiva o amor pelos detalhes e representa uma mente desprovida de inquietações.

É interessante notar que, no Oriente, o branco é usado nos funerais. Entretanto, ele também esta relacionado com a luz, que atrai o chi, algo muito desejável no feng shui. Ainda assim, no Oriente, a cor branca geralmente é acompanhada por alguma outra cor “viva”. O branco está relacionado com o elemento metal.


PRETO

Palavras-chave: Intensidade, formalidade, sofisticação.
O preto é a cor da noite. É difícil descansar num aposento que seja completamente preto e branco. O preto é, muitas vezes, considerado sombrio, mas, na verdade, pode nos ajudar a resolver os problemas de forma dinâmica e determinada. O preto está relacionado com o elemento água. No Ocidente, o preto é, muitas vezes, considerado uma cor negativa, até malévola. No feng shui, entretanto, o preto está relacionado com o dinheiro, e, conseqüentemente, pode ser uma cor bastante positiva.

Você precisa ser uma pessoa cheia de autoconfiança para incluir o preto no esquema de cores de sua casa. Preto e branco é uma combinação marcante, que geralmente funciona melhor em um ambiente de trabalho do que em casa. Se você, porém, está querendo afirmar algo, o preto pode funcionar muito bem na sala de estar, nos corredores e nos banheiros. Use-o de forma comedida para que ele cause mais impacto.

Fonte mandallaartevisual

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Conheça a meditação para ansiedade e saiba como ela pode te ajudar

Meditação para ansiedade
Você sabia que a meditação pode ser um excelente remédio contra a ansiedade? As pessoas estão ficando cada vez mais ansiosas, reflexo do mundo moderno. Ser ansioso significa estar sempre especulando, esperando que algo aconteça. Mas a verdade é que não podemos controlar todos os aspectos da vida. Por isso, essa doença causa tanto sofrimento. Mas aprenda a meditação para ansiedade e saiba como resolver isso.

Entenda o que é a ansiedade

De modo geral, a ansiedade é vista como uma emoção comum apresentada pelos seres humanos. Configura um desejo de que algo aconteça. Dizemos estar ansiosos pela chegada de alguém querido ou por uma resposta de emprego, por exemplo. O problema é que a ansiedade, quando em níveis elevados, pode representar uma patologia.
Com a globalização e a grande velocidade com que as pessoas compartilham informações, o nível de ansiedade social está crescendo. As pessoas querem viver o futuro e se esquecem de que a vida acontece no presente. Dessa forma, acabam não vivendo nenhum dos dois, nem o presente, nem o futuro. A meditação para a ansiedade tem sido utilizada como forma de reverter esse quadro.
Apesar de não haver comprovação científica sobre as causas do distúrbio de ansiedade, alguns fatores podem contribuir para a doença. Entre eles estão a genética, o ambiente e outras doenças enfrentadas pelo sujeito. Infelizmente o número de pessoas ansiosas está crescendo em um ritmo assustador. Por isso vale a pena compreender como funciona a meditação para ansiedade.

Como saber se você é uma pessoa ansiosa

Assim como outros distúrbios psicológicos, a ansiedade é um mal silencioso. Isso significa que muitas pessoas sofrem com esse problema, mas desconhecem por completo a sua existência. Até mesmo o diagnóstico é complexo, demandando consultas em profissionais especialistas, como os psiquiatras.
Se você sente que vive pouco no presente e mais no futuro, pode ser que esteja passando por um quadro de ansiedade. O consciente evita o presente e especula sobre o futuro, criando planos, metas e objetivos. Até aí, sem problema. Complicado mesmo é quando o sujeito se dá conta de que as suas expectativas não estão se concretizando.
Caso esse seja o seu caso, saiba que existem tratamentos. Entre eles está a meditação para ansiedade, um método alternativo, indicado inclusive por especialistas em ansiedade. Isso porque os remédios tradicionais, além de poderem causar dependência física ou psicológica, geram vários efeitos negativos no organismo.
Sempre que possível, vale a pena investir em um modelo alternativo de tratamento. Eles são reconhecidos por sua eficiência e zero efeitos colaterais para os praticantes. A meditação para ansiedade, por exemplo, é recomendada por ser um ótimo aliado contra os efeitos nocivos do distúrbio de ansiedade.

Como funciona a meditação para ansiedade

Enquanto a ansiedade é a preocupação excessiva com eventos futuros, a meditação é justamente o contrário. O foco dessa prática está completamente no presente. Qual foi a última vez que você se desconectou de aparelhos eletrônicos, refletiu sobre a sua vida, a sua existência e propósitos? A meditação para ansiedade funciona, pois permite ao indivíduo compreender a si mesmo.
Trata-se de uma prática que prioriza a consciência, a reflexão, o relaxamento do corpo e da alma. Para pessoas ansiosas, a meditação permite maior compreensão individual. Dessa forma, as pessoas passam a entender a importância do presente e a respeitar o tempo da vida. Um dos grandes problemas da modernidade é a pressa para que as coisas aconteçam.
Existem várias formas de meditar, todas elas com vistas a atingir o mesmo objetivo: o relaxamento do corpo e da mente. Através da meditação para ansiedade você será capaz de deixar de lado, ainda que momentaneamente, todos os problemas, as preocupações e expectativas para o futuro. Com o passar do tempo, os seus níveis de ansiedade tendem a cair consideravelmente.

Tipos de meditação para ansiedade

Para sentir os efeitos positivos da meditação para ansiedade você pode começar a colocar esse exercício em prática agora mesmo. Ainda que nunca tenha tido experiência com a meditação, poderá aprender em questão de pouco tempo. Se precisar de uma ajudinha, pode contar também com a meditação guiada.
Existem várias formas de meditar e certamente uma delas vai ser adequada para você. Uma delas é meditar utilizando um mantra, ou seja, através da repetição de uma palavra, expressão ou frase curta. Escolha a que preferir, vá para um lugar calmo e comece os exercícios.
Lembre-se de trabalhar bem a respiração. Esvazie a sua mente e livre-se de tudo que lhe é exterior. A meditação para ansiedade é o melhor caminho para controlar os sintomas desse mal moderno, controlando também os níveis de estresse e dando mais disposição para os praticantes.
Se você sofre com ansiedade, está na hora de apostar na meditação como forma alternativa para reverter esse quadro. Ela é indicada por especialistas para o tratamento desse distúrbio psicológico. Tenha uma vida mais saudável, vivendo o presente, sem medo do futuro.
Fonte:astrocentro

Como usar o Japamala? Aprenda como usar esse colar sagrado em 6 passos


Ele é uma ferramenta espiritual em praticamente todas as tradições culturais e religiosas. Neste artigo, iremos te ensinar como usar o Japamalapara a meditação em 6 passos simples. Confira!

Como usar o Japamala na meditação?

A prática de cantar um mantra enquanto usa contas mala é chamada de meditação japa. Este estilo de meditação é usado frequentemente nas tradições espirituais do yoga e do budismo.
A meditação Japa é geralmente realizada na posição sentada, mas também pode ser feita de pé ou caminhando.
O mantra é repetido silenciosamente ou em voz alta e pode ser repetido tão lentamente ou tão rapidamente quanto necessário para manter a atenção focada.
Recomenda-se praticar a meditação japa pelo menos uma vez por dia, durante 10 minutos, para conseguir usufruir de seus benefícios.

6 passos simples para a meditação com Japamala

Passo 1 – Encontre uma posição confortável, mas bem alinhada, para meditação

Tradicionalmente, a meditação é feita com a pessoa sentada no chão. Almofadas ou cobertores dobrados podem ser usados ​​para manter as costas e as nádegas confortáveis.
Se estiver sentado em uma cadeira, mantenha os pés apoiados no chão e mantenha a coluna ereta. Não encoste na parte de trás da cadeira, se possível. Mantenha os ombros relaxados e o coração aberto.

Passo 2 – Feche os olhos ou mantenha um olhar suave

Durante a meditação japa, os olhos podem permanecer abertos, com um olhar suave, ou podem ser gentilmente fechados. Isso ajuda a atrair sua atenção e focar para dentro.
Tente minimizar todas as distrações externas. Uma sala silenciosa e pouco iluminada será a melhor para a meditação.

Passo 3 – A respiração deve ser lenta, profunda e relaxada

Respire lentamente pelo nariz. Use a respiração diafragmática durante a meditação – sinta sua barriga se expandir para fora a cada inspiração e contraia com a expiração.

Passo 4 – Segure seu Japamala com a mão direita e use o polegar para contar cada mantra

Para a meditação japa, é preciso segurar o Japamala com a mão direita porque, na Índia, a mão esquerda é considerada impura.
Com o polegar, você vai contando os mantras que você cantou. Em cada recitação, puxe levemente a conta em sua direção enquanto completa o mantra para passar para a próxima conta.
O dedo indicador deve ficar afastado da mão e não deve tocar no Japamala nem ser usado para contar.
O grande meru (montanha) ou guru (professor) não deve ser contado ou tocado pelo polegar. É usado como marcador para o ponto inicial e final da recitação.

Passo 5 – Continue puxando as contas com cada mantra até que você termine no guru

Quando você chegar no guru, você terá completado 108 repetições. Você pode continuar com a prática cantando múltiplos de 108 mantras.
como usar o japamala
Se você tem um Japamala de pulso de 27 contas, você precisará repetir os mantras mais 3 vezes.
Resultado de imagem para japamala indiano


Passo 6 – Mantenha sua mente focada no mantra e concentre-se na sensação do polegar tocando a conta do Japamala

Quando os pensamentos surgem, mude seu foco de volta para o mantra e o Japamala.
Experimente diversos ritmos de recitação do mantra para que você consiga encontrar o ritmo que é mais capaz de focar sua atenção.
Algumas tradições da yoga e do budismo sincronizam a respiração com o canto para ajudar ainda mais a focalizar a mente.

Japamala mantras – escolhendo um

Para que você saiba como rezar um Japamala, você precisa antes escolher um mantra. Um mantra é uma palavra ou série de palavras cantadas em voz alta ou silenciosamente para invocar qualidades espirituais.
Na yoga, um mantra é uma palavra sânscrita que tem poderes especiais para transformar a consciência, promover a cura ou realizar desejos.
Um mantra é dado a você por um professor ou escolhido por você mesmo. Ao selecionar um mantra, seja claro sobre qual é a sua intenção e use sua intuição sobre o seu intelecto.
Você pode experimentar cada mantra por algumas repetições para ver como se sente e escolher o que mais lhe convém.

Capacitando o Japamala e o Mantra

Para capacitar o Japamala e o mantra usado, a meditação japa deve ser praticada todos os dias durante 40 dias contínuos.
Quando o Japamala se torna poderoso, ele pode ser usado ou levemente colocado em si mesmo ou em outros para transmitir a energia do mantra, bem como as qualidades energéticas do Japamala.
Ele também pode ser usado no pescoço antes de ser rezado, mas ele não terá uma quantidade forte de energia ainda.
Quando você usa um novo mantra com um Japamala, a energia do cordãoé substituída. Por isso, é recomendado usar um Japamala diferente para cada mantra.

Como usar o Japamala?

Existem três maneiras diferentes de como usar o Japamala:
  1. Use um colar Japamala ao redor do seu pescoço. Esta é a maneira mais comum de usar contas de mala. Você pode ter o guru ou meru perto do seu coração ou você pode usá-lo no caminho oposto, com o guru ou meru atrás do seu pescoço.
  2. Enrole um Japamala de colar em volta do seu pulso. Você precisará enrolar o seu Japamala completo em torno de 3-4 vezes para caber no seu pulso. Nem todos os Japamalas funcionam, pois isso depende do comprimento do Japamala. No entanto, enrolar um Japamala não é recomendado, pois vai colocar tensão no fio e reduzir a vida útil do cordão.
  3. Use um Japamala de bracelete em volta do seu pulso. Esta é a única opção para Japamalas de pulso. Se você achar que a borla está atrapalhando suas atividades diárias, você pode virar o Japamala durante essas atividades ou usar uma tesoura afiada para cortar a borla.
É importante notar que, quando as contas do Japamala são exibidas para fora para as pessoas e o ambiente, o poder das contas pode ser diminuído.
Assim, recomenda-se usar suas contas de meditação dentro de sua roupa, se possível.

Como guardar seu Japamala

Quando não estiver em uso, guarde seu Japamala em um espaço especial, limpo e preferencialmente sagrado.
Um ótimo lugar para guardar um Japamala é em um altar pessoal ou estátua de uma divindade.

Fonte:astrocentro

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Viagem em tempos de abertura de consciência.



O som sai da caixa e chega ondulando até meus ouvidos. Com a consciência expandida pelo chá de ayahuasca, meu corpo todo vibra na frequência de canções que falam sobre amor, respeito e gratidão. Deitado em um colchonete, eu danço com deuses que nunca ouvi falar. Quando os músicos cantam "sinta a vibração do seu coração", meu batimento cardíaco se equaliza com o barulho dos instrumentos. Quando os músicos cantam "sinta o pulsar do Grande Espírito", sinto o movimento frenético de cada célula do meu corpo. Em um ritual com a medicina sagrada dos indígenas, você não ouve a música: você é a música. "Sinto que a gente faz esse tipo de som para nos transformar e para transformar a realidade em que a gente vive", explica o músico Vini Cousso, da banda Madre Terra. "As pessoas que nos ouvem também estão dispostas a isso", completa. O grupo de São Paulo não está sozinho. Ele faz parte de um gênero tímido, a música de rezo, que tem ganhado espaço por meio de ações como o Movimento Canarinho Branco. Ao lado de veteranos como Leal Carvalho e Chandra Lacombe, o maestro Ale de Maria, formado em composição e regência pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), reúne santos, devas, totens e orixás em suas composições. Foi ele que idealizou o termo e o movimento, em Florianópolis, em 2011

"A música de rezo é uma música para os altares. E o altar é o próprio coração"
                          Ale de Maria, maestro.

Ale de Maria lembra que músicas do tipo sempre existiram. "Fazendo um recorte moderno, podemos encontrá-la dentro das práticas de umbanda e Santo Daime, que são religiões genuinamente brasileiras, mas também na MPB, com artistas como Dorival Caymmi, Ari Barroso, Gil, Caetano, Milton Nascimento", explica. É possível também notar o rastro deixado por Roberto Carlos, em canções que abordam Jesus Cristo ou Nossa Senhora Aparecida, e em artistas contemporâneos como Serena Assumpção e Luedji Luna. A diferença para os artistas do movimento, segundo o músico, é que para eles a conexão espiritual vem em primeiro plano, seja falando de deuses hindus, entidades da umbanda, ou tudo junto, por exemplo. Por meio de mensagens positivas, o maestro acredita que a música de rezo tenha a capacidade de promover uma faxina no inconsciente, limpando e rompendo padrões que fazem mal. Para isso, conta com a ajuda do chá indígena feito a partir do cipó jagube e das folhas da planta chacrona: a ayahuasca. A bebida, que tem o uso religioso garantido por lei desde 1986, contém um psicoativo chamado DMT, a dimetiltriptamina. É ele que faz com que as pessoas consigam expandir a consciência e surfar em ondas sonoras sem soar como metáfora. Mas os efeitos do chá vão além das mirações psicodélicas de mandalas, fractais e luzes coloridas comumente relatadas.

CURA DO ASTRAL Em junho de 2018, a equipe da pesquisadora Fernanda Palhano, do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), publicou um estudo no periódico Psychological Medicine sobre o rápido efeito antidepressivo que a ayahuasca tem em pacientes com depressão profunda e que não respondem a tratamentos convencionais. "Senti a força da ayahuasca me preencher por inteiro, integrei partes que eu nem sabia que existiam em mim", afirma Vini Cousso, que passou por episódios de depressão antes de fazer uso regular do chá e entrar para a Madre Terra. Pensar na possibilidade de cura para o mal que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo a ONU,(Organização das Nações Unidas), não é exagero para os cientistas. "Substâncias psicodélicas como a ayahuasca têm um impacto enorme porque trazem soluções a sofrimentos psíquicos para os quais não existem respostas na psiquiatria tradicional, e nem creio que vá ter", afirma o neurocientista Sidarta Ribeiro, vice-diretor do Instituto do Cérebro. De fato, a última grande novidade da psiquiatria foi a fluoxetina (Prozac), de 1986. A psiquiatria vai ter que começar (e já está) a abraçar a psilocibina [dos cogumelos], o MDMA (metilenodioximetanfetamina), o LSD (ácido lisérgico) e o DMT para tratar de depressão, ansiedade, pessoas com traumas ou próximas do suicídio.
Sidarta Ribeiro,vice-diretor do Instituto do Cérebro da UFRN


Em 2016, os Estados Unidos liberaram os estudos de fase 3 do MDMA, a substância presente no ecstasy, para o tratamento do transtorno de estresse pós-traumático em pacientes como veteranos de guerra e vítimas de abuso sexual. É a última etapa antes da aprovação para uso terapêutico, que deve acontecer em 2021. Até lá, mais pesquisas com seres humanos devem ser feitas, inclusive no Brasil, onde a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já aprovou os estudos. Além disso, pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da USP (Universidade de São Paulo) fazem pesquisas com ibogaína, substância encontrada em uma raiz africana usada pelos pigmeus em seus rituais. para o tratamento de dependentes de crack, cocaína e álcool. Não à toa, o Brasil tem se tornado referência no que os cientistas vêm chamando de renascimento psicodélico, após essas substâncias voltarem a receber atenção - os estudos foram proibidos nos EUA em 1971, como parte da política de guerra às drogas do então presidente americano Richard Nixon, e a medida acabou adotada no resto do mundo.

AS DICAS DO GURU

Mas para o chá (e qualquer outra substância psicodélica) surtir efeito transformador é preciso tomar algumas medidas. Antes de ser expulso da Universidade de Harvard, em 1963, por fazer estudos sobre psicodélicos com alunos e de se tornar o guru da contracultura norte-americana, o psicólogo Timothy Leary criou os conceitos de "set" e "setting", usados até hoje. Para ele, os efeitos benéficos das substâncias dependem do estado mental da pessoa, do seu repertório e do seu humor, ou seja, do "set", bem como do ambiente em que vai acontecer a experiência, o "setting".  É por isso que casos como o de Cadu, que assassinou o cartunista Glauco e seu filho em 2010, se mostram problemáticos - o uso do chá é contra-indicado para pessoas diagnosticadas com esquizofrenia, como o próprio Cadu, com bipolaridade ou que fazem uso de antidepressivos com inibidor de monoamina oxidase (IMAO). É por isso também que as substâncias só devem ser ingeridas em contexto ritualístico ou terapêutico - nunca sozinho ou em festas. Alguém que saiba preparar o ambiente faz toda a diferença. Não por acaso a música é uma peça importante em todas as religiões ayahuasqueiras: das mais tradicionais, como o Santo Daime, a União do Vegetal e a Barquinha, até os rituais indígenas e o xamanismo praticado nas cidades, nos quais a música de rezo cantada por grupos como Madre Terra, União do Arco Íris, Dois Sóis e Saravashivaya se firma. A música é moduladora, ao mesmo tempo em que conduz a experiência, ela cria um setting que ajuda a proteger, delimitar e acolher. Ela faz parte do cenário, traz riqueza e, no caso do Brasil, traz uma cor cultural muito específica em cada uma das tradições. É uma beleza dentro do campo da ayahuasca .

Luis Fernando Tófoli, psiquiatra da Unicamp e estudioso do chá de ayahuasca
O psiquiatra Luis Fernando Tófoli lembra dos estudos feitos com LSD pelo neurocientista Mendel Kaelen, do Imperial College London, que demonstram que a música funciona como o mapa da jornada a ser explorada durante a experiência psicodélica, evocando sensações de êxtase e transcendência. Tudo isso porque áreas que normalmente não se ligariam no cérebro passam a fazer conexões. "Quando a gente pensa nessa hiperconectividade do cérebro psicodélico -  e temos evidências de que isso aconteça no caso da ayahuasca -, essa modulação musical pode fazer brotar memórias, sentimentos, visões e conexões que podem ter um contexto transformador, ou, no caso dos transtornos mentais, pode ser até terapêutico", afirma Tófoli, que foi responsável pela playlist do estudo da UFRN. "É importante a gente pensar que, mesmo no setting científico de pesquisa, existe um lugar para a música na ayahuasca", completa.
O SENHOR DA GUERRA NÃO GOSTA DE LSD A questão que se apresenta ao se aprofundar no assunto é: se as substâncias psicodélicas são tão eficientes assim, por que são tão marginalizadas? Para Sidarta Ribeiro, uma das respostas pode estar na falta de interesse da indústria farmacêutica. "Essas substâncias vão agir a partir de uma, duas ou três doses, então não há um negócio da China aí. Quem vai ganhar dinheiro com isso não são as grandes farmacêuticas, mas sim, no máximo, alguns poucos terapeutas. Será que interessa para a indústria que as pessoas parem de se tratar com remédios diários?", questiona o neurocientista. 
Junta-se a isso a eficiência ideológica da guerra contra as drogas, que colocou substâncias do tipo ao lado de narcóticos destruidores como a cocaína e o crack. Mas o preconceito não é recente. "Muitos povos antigos já se entregavam a longos períodos de êxtase, ao dançar e cantar para viajar no tempo e no espaço aos reinos profundos e além da imaginação", explica o xamã Léo Artese, que há 28 anos desenvolve trabalhos na área, em eventos e festivais.    
Ao longo da história, esse estado de êxtase guiado pela música foi interpretado como ameaça por muitos governos, com menção especial aos colonizadores europeus que viam com escárnio qualquer manifestação "não civilizada". No livro "Dançando nas Ruas" (Ed. Record), a escritora Barbara Ehrenreich lembra que, em 1884, por exemplo, autoridades britânicas baniram o uso dos tambores em Trinidad e Tobago, por considerarem-no subversivo, proibindo também a dança, as procissões e as assembleias com mais de 10 pessoas "munidas de paus ou outras armas". Em 1902, as forças de ocupação americanas vetaram os tambores de origem africana em Cuba, ampliando o veto a "todas as danças cerimoniaisafro-cubanas" por "serem símbolo de barbárie e perturbadoras da ordem social".   No fim do século 18, os taitianos usaram uma de suas festas tradicionais para zombar de padres que haviam tentado convertê-los. Décadas depois, eram os padres quem comemoravam a contenção da "leviandade natural dos nativos". Em 1820, os taitianos já usavam roupas europeias e não dançavam, nem cantavam. A eles, só restava beber licor, que também tinha sido oficialmente proibido. Eram os tristes trópicos lamentados pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, nos anos 1950. "Um cenário de culturas rotas, economias arruinadas e populações melancólicas dispostas ao suicídio e entregues ao alcoolismo", escreveu Ehrenreich.

NÃO DANCE, TRABALHE Para o teórico alemão Max Weber, um dos pais da sociologia, a resposta para as proibições está no surgimento da industrialização e do então novo mercado de trabalho. Como conta Ehrenreich, "as classes médias tinham que aprender a fazer cálculos, poupar e 'adiar a gratificação'; as classes baixas precisavam ser transformadas em uma classe trabalhadora disciplinada e sempre alerta - o que significava muito menos feriados e a nova necessidade de se apresentar sóbrio e na hora certa ao trabalho, seis dias por semana". Para uma população acostumada a trabalhar pesado, mas apenas em surtos sazonais, de acordo com as colheitas, a necessidade da labuta incessante foi umum choque.  Na França, a administração do rei Luís 14 reduziu os feriados e dias santos por conta de preocupações econômicas. Na Inglaterra, no fim do século 17, um economista estabeleceu que cada feriado custava 50 mil libras à nação, principalmente por causa da perda de horas de trabalho. Por fim, a reforma protestante também foi de grande ajuda na concepção da ideia de que, enquanto o trabalho eleva a alma, as festas a levam direto para o inferno. Não à toa, no Brasil, festividades como o Carnaval foram confinadas a poucos dias no ano.
Além disso, o surgimento de uma cultura aristocrática, com artes "comportadas" como a música clássica e o balé, aumentaram o abismo entre os nobres e os pobres vulgares que se prestavam a episódios de "barbárie". Quando se está em êxtase, as barreiras sociais são dissolvidas -  uma rápida olhada nos Carnavais e festas de rua, em que "tudo é permitido", comprovam isso. O êxtase é, portanto, inconcebível para a manutenção da hierarquia social. Como escreve Ehrenreich: "Quando uma classe ou um grupo étnico subordina uma população a suas regras, passa a temer os rituais que fortalecem os subordinados como uma ameaça à ordem civil".
Logo, aos poucos, a era moderna estabeleceu essa nova modalidade de espetáculo em que, em vez de participar, o público só podia assistir em estado de atenção congelada. Mas o desequilíbrio que se encontrava a sociedade norte-americana nos anos 1950 ajudou a derreter esse gelo. Como observa o sociólogo Daniel Bell, ao mesmo tempo em que as pessoas eram induzidas a trabalhar o tempo todo e a poupar, elas também ouviam o chamado da publicidade para gastar e aproveitar o aqui e agora.

AUMENTA QUE É ROCK'N'ROLL 

Quem mais se aproveitou desse carpe diem social foi um ritmo recém surgido que escandalizava os adultos e encantava os jovens na mesma proporção, durante a década de 1950, o rock, que mais a frente iria culminar no surgimento da revolução psicodélica servida na bandeja da filosofia hippie. Mesmo sem saber, as primeiras pessoas que se permitiam levantar de suas cadeiras e dançar ao som do rock estavam anunciando o retorno dos rituais extáticos reprimidos séculos antes - a histeria beatlemaníaca que o diga. "Transbordando dos teatros, o rock conduziu os fãs a locais mais expansivos e apropriados - 'salões psicodélicos' com luzes estroboscópicas,, e os festivais de rock ao ar livre de Monterey a Woodstock. Nesses cenários, os jovens começaram a reunir os antigos ingredientes do Carnaval: 'fantasiavam-se' com calças jeans rasgadas e camisetas desbotadas, vestidões, plumas e cachecóis ondulados", escreve Ehrenreich.  Para esses jovens, os momentos de encontro não eram só a interrupção temporária de uma vida dedicada ao trabalho, eram também a certeza do surgimento de uma nova cultura que daria lugar à repressão potencializada ao longo de anos. E os psicodélicos tiveram um papel importante nessa tomada de consciência. Foi por esse motivo que, no contexto da Guerra do Vietnã, o psicólogo e rei dos psicodélicos Timothy Leary foi tachado pelo então presidente Nixon como o homem mais perigoso dos Estados Unidos. Ao seguir o lema de Leary "turn on, tune in & drop out" (algo como "se liga, entra na onda e cai fora [do sistema]"), os jovens que tomavam LSD não queriam lutar em guerras que não fossem as suas.


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VIAGEM AO CENTRO DA MENTE 

Apesar das constantes tentativas de reprimir esses impulsos de celebração, eles persistem, como uma mancha gigante e impossível de limpar no modelo conservador de sociedade. Quando o Irã, por exemplo, um país longe do ideal de liberdade ocidental, se classificou para a Copa do Mundo de 1998, o que se viu foi algo inédito. Segundo a revista "Newsweek", "as mulheres rasgaram os véus obrigatórios, os homens distribuíram vodca em copos de plástico até para adolescentes que dançavam pelas ruas, sendo essa bebida terminantemente proibida".
O fascínio pelo êxtase e pela exploração da consciência sempre encontram formas de se manifestar. Assim, o interesse cada vez mais crescente pelos modernos rituais psicodélicos, sobretudo aqueles com ayahuasca praticados no Brasil ao som das músicas de rezo, surgem como uma espécie de resposta ao ritmo acelerado de uma sociedade que beira o desencanto. 
E, ao falar sobre amor e desapego em um momento no qual o discurso de ódio se destaca e em que as posses se sobrepõem às virtudes, os rezadores adquirem um status punk de subversão. Ou como escreve o ídolo new wave David Byrne, em "Como Funciona a Música": "Parece que os detentores do poder não querem que gostemos de fazer coisas por nós mesmos - eles preferem estabelecer uma hierarquia cultural que desvalorize nossos esforços amadores e estimule o consumo em vez da criação "
Essa mudança de percepção sobre a realidade reflete em vários aspectos. "Hoje, na banda, todo mundo é vegetariano, por exemplo, porque a gente caminha para isso: para o consumo consciente, boicotando coisas que a gente não acredita", explica Beto Yamani, da Madre Terra, seguindo um raciocínio recorrente em quem faz uso frequente do chá. "A cura não é só tomar a medicina, a cura é você se cuidar, é você mudar seus hábitos." Ou como explica Endy Maghin, também integrante da banda: "As pessoas falam: 'Ah, você vai lá, toma o chá e volta iluminado'. Mas você não volta outra pessoa, você só expande a consciência para ver coisas que antes não via, a manutenção disso é o mais importante"



Se o uso da ayahuasca exige preparação mental e física, o consumo da música tocada nos rituais dispensa contra-indicações. "Qualquer pessoa pode ter o conhecimento da música de rezo. E sem as medicinas da floresta você também pode mergulhar nisso. É só parar, respirar e entender o que a música quer passar. Porque a chave são as mensagens que vão destravar os medos", diz o músico Rodolfo Mazzotta, também da Madre Terra.  

Para Joy Trajano, da banda Vozes de Gaya, o gênero musical da qual ela faz parte surge como um travesseiro em que a cabeça cansada da sociedade pode repousar. "Não é uma música que está no rádio, que está na televisão, mas é uma música que já está fazendo parte e despertando muita gente", explica. "As pessoas estão cansadas dessa correria, principalmente quem vive em grandes metrópoles. Elas estão procurando coisas que as deixem mais tranquilas. Acho que é por aí que a música funciona."

Um conhecido ditado indígena usa dois lobos como metáfora para descrever os conflitos internos de todo ser humano. Um é o lobo do ódio, o outro do amor. "Ambos disputam o poder sobre mim", diz a passagem. "E quando me perguntam qual é o lobo vencedor, respondo: 'Aquele que eu alimento'." Assim como os sentimentos e as emoções, a música não é algo que se possa pegar com a mão. Ela adquire a forma da intenção que é colocada nela. Logo, no caso da música de rezo (em companhia das medicinas tradicionais da floresta), a música se torna justamente o alimento que vai fortalecer o lobo responsável por guiar os seres humanos a uma jornada infinita para dentro da mente.


Colaborou nesta edição
Julia Anadam, modelo
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Daniel Tozzi; Reportagem: Kaluan Bernardo, Rodrigo Bertolotto, Tiago Dias; Vídeo: Mariah Kay, Ugo Soares.

 

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Rituais de Beleza com Ingredientes Naturais
Você sabia que ingredientes guardados no armário ou na geladeira da sua cozinha podem se transformar em tratamentos de beleza muito eficazes? Que tal aprender a cuidar da sua beleza, sem gastar muito?
Os tratamentos com componentes naturais são perfeitos para quem deseja cuidar da beleza, de uma forma natural e econômica. Além disso, esses tratamentos garantem resultados muito eficazes. No entanto, essa alternativa não substituem limpeza, tonificação e hidratação diárias.
Contudo, recomendamos que você utilize apenas os ingredientes considerados “inofensivos” pelos dermatologistas. Nada de fazer experiências “malucas”: o resultado pode ser perigoso para sua saúde.
Os rituais de beleza natural que apresentaremos, foram cuidadosamente pesquisados. Ainda assim, antes de fazê-los, certifique-se de que você não é alérgico(a) a nenhum componente da receita.
Para aproveitar ao máximo os benefícios desses tratamentos, é indispensável tomar alguns cuidados:
1 – Use sempre ingredientes frescos, limpos e de boa procedência;
2 – Prepare as receitas em vasilhas de vidro ou louça;
3 – Use a quantidade indicada na receita e não reaproveite o que sobrar;
4 – Nunca ultrapasse o tempo indicado na receita;
5 – Teste primeiro numa pequena área do corpo: você pode ser alérgico(a) a algum ingrediente.
6 – Não “invente” receitas por conta própria;


MÁSCARA FACIAL REJUVENESCEDORA

Máscara Facial para Rejuvenescimento
Esfoliação:
Antes de aplicar a máscara, é preciso esfoliar a pele. Para isso, misture 1 colher sopa de aveia e 3 colheres sopa de mel. Esfregue suavemente em todo o rosto e em seguida, enxágue.



Ingredientes para a máscara:


1 cenoura cortada bem fininha
1/4 de mamão papaia
Mel
Como Fazer:
Primeiro, lave o rosto com sabonete de glicerina neutro.
Misture todos os ingredientes. Aplique em todo o rosto, evitando a área dos olhos e pálpebras. Deixe agir por 30 minutos e remova com bastante água.



Máscara de Nozes e Leite de Coco para (cabelos secos)

Ingredientes:
1/2 xícara de nozes
1/2 xícara de leite de coco
Como Fazer:
Misture bem os ingredientes até formar uma pasta. Lave os cabelos com seu xampu habitual e retire o excesso de água. Em seguida, aplique a máscara e deixe agir por 25 minutos. Enxágue abundantemente, de preferência com água fria e aplique seu condicionador. Deixe secar naturalmente.
Referência Bibbliográfica: “Guia da Beleza Natural”; LIPI, Flavia; Matrix Editora.

Máscara Facial de Laranja e Iogurte

 
Ingredientes:
2 colheres de sopa de iogurte natural biológico
Suco de 1/4 de uma laranja.
Como Fazer:
Misture todos os ingredientes e aplique no rosto, deixando agir durante 5 minutos. Evite a área dos olhos e pálpebras. Em seguida enxágue.
Referência Bibbliográfica: “Guia da Beleza Natural”; LIPI, Flavia; Matrix Editora.

Máscara Facial de Soja


Rica em isoflavonas, a soja revigora e revitaliza a pele. Já a aveia é rica em vitamina B e possui propriedades antioxidantes que retardam o envelhecimento. Já o fubá é um excelente esfoliante que não agride a pele.
Ingredientes:
1 colher de sopa de soja em pó ou em farelo miúdo
1 colher de sopa de aveia
1 colher de sopa de fubá
1 ½ xícara de chá de água mineral.
Como Fazer:
Misture o fubá com a água mineral. Depois acrescente os demais ingredientes e deixe descansar por 5 minutos. Em seguida, aplique no rosto, evitando a área dos olhos e pálpebras. Deixe agir por 15 minutos. Retire com água morna e sabonete neutro.   


Máscara Facial Esfoliante de Morango (ou papaia) e Aveia
Ingredientes:
2 colheres de sopa de aveia,
3 morangos maduros ou uma fatia de papaia maduro
1 colher de sopa de iogurte natural biológico
Como Fazer:
Misture todos os ingredientes. Aplique a mistura em todo o rosto, massageando levemente por 10 minutos. Evite a área dos olhos e pálpebras. Refazer a cada 30 dias. Caso sua pele seja muito oleosa pode repetir o procedimente a cada 20 dias.
Referência Bibbliográfica: “Guia da Beleza Natural”; LIPI, Flavia; Matrix Editora.
Máscara Facial Suavizante e Refrescante 

Ingredientes:
Meio abacate maduro
1 colher de sopa de mel;
1 colher de sopa de limão;
1 colher de sopa de iogurte natural.
Como Fazer:
Misture todos os ingredientes e aplique no rosto, deixando agir durante 15 minutos. Evite a área dos olhos e pálpebras. Em seguida, retire o produto com água fria e sabonete neutro.
Referência Bibbliográfica: “Guia da Beleza Natural”; LIPI, Flavia; Matrix Editora.

Máscara Facial Hidratante (para pele normal)   
   
Ingredientes:
1 banana madura
2 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de iogurte natural
Como Fazer:
Misture todos os ingredientes e aplique no rosto, deixando agir durante 30 minutos. Evite a área dos olhos e pálpebras. Em seguida, enxágue.
Obs.: Essa máscara não deve ser usada em peles oleosas, mistas ou com acne.
Referência Bibbliográfica: “Guia da Beleza Natural”; LIPI, Flavia; Matrix Editora.