Você já ouviu falar em Hippolyte Léon Denizard
Rivail? Provavelmente não, mas com certeza você sabe quem é ou já ouviu falar
em Allan Kardec, não é mesmo? Pois bem, o senhor Hippolyte foi um famoso
professor, tradutor e pedagogo francês que sob o pseudônimo de Allan Kardec
fundou o espiritismo e estudou profundamente o plano espiritual e assuntos como
mediunidade e pessoas sensitivas.
Segundo Allan Kardec, todos os seres humanos
nascem com certa predisposição para vidência e mediunidade, ou seja, todos
somos mais ou menos médiuns, na medida em que somos suscetíveis à influência
dos espíritos. Só que essa influência vem muitas vezes na forma de insights
mentais, mais conhecidos como intuição.
Responda ao teste de 10 perguntas do Astrocentro e descubra se você também é um médium
sensitivo.
A mediunidade
sensitiva e o plano espiritual
Como vimos anteriormente, todo homem ou mulher tem
seu próprio grau de mediunidade, que varia em função das vivências e
experiências pessoais. Ou seja, a faculdade mediúnica é inerente aos seres
humanos.
A mediunidade sensitiva, como o próprio nome diz, é
quando o médium tem uma sensibilidade maior à presença do plano espiritual. Ou
seja, ele é mais propenso a sentir os espíritos, das mais variadas formas.
Segundo a definição de Allan Kardec: “todo indivíduo que sente num grau maior
ou menor a presença ou influência do plano espiritual é possuidor de
mediunidade sensitiva”.
Ainda segundo os estudos de Allan Kardec, “todo
sensitivo é médium, mas nem todo médium é necessariamente sensitivo”. Sobre a
presença dos espíritos, pode-se definir como um espírito bom quando a sensação
produzida naquele que tiver mediunidade sensitiva for suave e agradável; já
quando o espírito for mau a sensação do médium sensitivo será de angústia e
pesar.
Vidência e mediunidade
Perceber uma energia estranha, sonhar com algo que
se torna realidade ou indicar o que pode acontecer a alguém são coisas que
acontecem a todos nós, em menor ou maior grau. Mas a isso podemos dar o nome de
vidência?!
A vidência é uma forma de manifestação da
mediunidade. Para entender uma é preciso, antes, conhecer a outra.
A mediunidade é a capacidade de sensibilidade
espiritual dada ao ser humano. Ela coloca o homem em contato com o outro
mundo através de percepção e sensibilidade.
Sendo natural, a mediunidade é uma faculdade inerente
a todas as pessoas. Todos nós temos a capacidade de sintonizar os sentidos para
alcançar essas energias, pois elas são conduzidas pela água e nosso corpo é
formado por 70% de água. A diferença é que algumas pessoas são mais sensíveis
que outras e têm essa capacidade acentuada.
A mediunidade pode se manifestar de várias formas,
e é aí que entra em questão a vidência. A vidência é a capacidade que
possibilita ao médium ver e sentir coisas que não estão no seu campo
físico e no seu tempo atual. Com esse dom, o vidente não só vê o que está no
futuro, como entende as melhores possibilidades e oferece orientações para quem
o consulta.
Outras manifestações da mediunidade
Há graus menores de mediunidade que atingem boa
parte da população. Suas manifestações se dão através do(a):
·
Intuição
Intuição significa perceber algo da realidade, sem
passar pelos processos racionais. É como acessar a verdade universal, aquilo
que realmente vai acontecer, mas que nem todos sabem. Albert Einstein fala
sobre a intuição nessa citação: “Penso 99 vezes e nada
Clarividência
Clarividência é a
capacidade de ver coisas, eventos ou objetos que estejam distantes de nós, seja
essa distância física (de espaço) ou temporal (de tempo, no passado ou no
futuro).
A clarividência se dá através do plano espiritual e
é um dom que nasce conosco, advindo de vidas passadas. Allan Kardec, o criador
do espiritismo, definia os clarividentes da seguinte forma:
Clarividentes são indivíduos dotados de alguns
conhecimentos que não lhes são próprios, mas sim advindos de existências
anteriores e dos espíritos com os quais se comunicam, muitas vezes através dos
sonhos.
Ou seja, a clarividência está no inconsciente
coletivo e, respondendo ao título deste artigo, é possível que seja
desenvolvida. Porém, não basta um simples estalar de dedos, ou seja, não é um
processo rápido, pelo contrário, requer dedicação, tempo e comprometimento.
os muitos dons
de vidência e de mediunidade destaca-se o dom da clarividência, que é a
capacidade de ver com clareza determinados eventos, seres ou objetos a grandes
distâncias, sejam elas físicas ou temporais, sem a utilização dos canais
sensoriais comuns, os conhecidos cinco sentidos humanos.
Mas se existe a possibilidade de ver com clareza
coisas que ainda estão por acontecer, isto significa que todo nosso destino é
predeterminado e que não temos livre-arbítrio?
Clarividência não
implica em determinismo
Ao longo da história da humanidade, muitos foram os
casos de profecias famosas feitas com exatidão e riqueza de detalhes através
da clarividência. Os clarividentes, através de seus dons de vidência e
acuidade diferenciada, conseguiram, com anos de antecedência, descrever
fielmente acontecimentos importantes, tais como:
·
A Revolução Francesa, descrita pelo famoso
clarividente Nostradamus.
·
O naufrágio do Titanic, uma profecia
famosa do escritor americano Morgan Andrew Robertson.
·
A Segunda Guerra Mundial, prevista também com
autoria de Nostradamus.
Isto abre espaço para uma discussão até hoje muito
acalorada: “A existência da clarividência anula nossas liberdades de escolha ao
longo da vida?”.
Não! Na verdade, tudo que o vidente verdadeiro visualiza em suas consultas espirituais são tendências que podem vir
a acontecer ou não, dependendo das ações do consulente. Ou seja, um vidente
existe para alertar e orientar, mas jamais para ditar o que uma pessoa deve ou
não fazer, sempre respeitando o livre-arbítrio de cada indivíduo. Ou seja, a
tomada de decisões permanece sendo de nossa responsabilidade! Por exemplo: se
você deve ou não investir em um relacionamento amoroso, confiar ou não em
certas pessoas ou insistir ou não em determinado investimento, só para citar
alguns casos.
Todos temos
capacidade interior de alterar positivamente nossos destinos.
Portanto, o que é escrito pelo plano espiritual e
muitas vezes previsto pela clarividência são meandros do projeto de vida que o
Ser Maior tem para cada um de nós (seja Deus, Alá, Buda ou a divindade de
nossas religiões).
Ou seja, são pré-disposições a determinadas
condições de nossa vida e não necessariamente fatos consumados do que irá ou
não acontecer. É natural e um esforço consciente do ser humano querer sempre se
aperfeiçoar e melhorar, buscando a felicidade. E é justamente este esforço que
tem a capacidade positiva de alterar o curso de nossas vidas junto a nossos
guias espirituais.
E isto responde à outra pergunta também motivo
de discussões acaloradas: “Por que as clarividências nem sempre se
concretizam?”. Justamente pelo que acabamos de abordar: todo indivíduo, através
de seu livre-arbítrio, tem poder de mudar o próprio destino, o que pode tornar
inexatas previsões feitas anteriormente a nosso respeito.
Cinco técnicas,
práticas ou hábitos que podem ajudar
- Como desenvolver a clarividência: praticar
yoga, tai chi chuan e meditação ajuda bastante, pois potencializa a
ligação do corpo físico ao corpo mental e espiritual.
- Como desenvolver a clarividência: praticar
atividades físicas também é de suma importância, pois o corpo físico é o
templo do espírito, por isso é necessário cuidar bem dele; esportes e
academia são boas sugestões nesse caso.
- Como desenvolver a clarividência: cuidar
da alimentação é deveras essencial, pois, assim como no item 2, favorece o
bem-estar de nosso corpo físico; ou seja, uma alimentação saudável também
auxilia nesse alinhamento com o plano espiritual.
- Como desenvolver a clarividência: terapias
holísticas como o Reiki, por exemplo, são de grande valia no processo de
desenvolvimento da clarividência, pois, segundo os princípios do
“holismo”, elas trabalham no equilíbrio e alinhamento de todos nossos
corpos sutis: físico, mental, emocional e espiritual.
- Como desenvolver a clarividência: fazer
terapias como a psicologia clínica, a psicanálise ou qualquer outra que
nos leve aos caminhos do autoconhecimento e da evolução interior.
descubro. Paro de pensar, mergulho no silêncio, e a
verdade me é revelada. A isso chamo de intuição”.
·
Sonho
Essa é a forma mais básica de contato com a
dimensão espiritual, afinal, nos sonhos vemos ou sentimos coisas que podem vir
a acontecer. Mas essa teoria não é aceita por todos os especialistas, porque os
sonhos sofrem influência da nossa vida real – como quando sonhamos com algo que
devemos fazer no dia seguinte.
·
Sensitivismo
O ato de sentir um arrepio ou ver um vulto já
aconteceu a todos nós. Isso também pode ser visto como uma manifestação da
mediunidade, só que em um grau bem menor. Afinal, o comum é sentir algo muito
passageiro e não achar nenhum significado nisso.
Fonte:/www.astrocentro.com.br


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