domingo, 24 de fevereiro de 2019

Mediunidade, clarividência e vidência. Saiba um pouco.




Você já ouviu falar em Hippolyte Léon Denizard Rivail? Provavelmente não, mas com certeza você sabe quem é ou já ouviu falar em Allan Kardec, não é mesmo? Pois bem, o senhor Hippolyte foi um famoso professor, tradutor e pedagogo francês que sob o pseudônimo de Allan Kardec fundou o espiritismo e estudou profundamente o plano espiritual e assuntos como mediunidade e pessoas sensitivas.

 Segundo Allan Kardec, todos os seres humanos nascem com certa predisposição para vidência e mediunidade, ou seja, todos somos mais ou menos médiuns, na medida em que somos suscetíveis à influência dos espíritos. Só que essa influência vem muitas vezes na forma de insights mentais, mais conhecidos como intuição.


A mediunidade sensitiva e o plano espiritual

Como vimos anteriormente, todo homem ou mulher tem seu próprio grau de mediunidade, que varia em função das vivências e experiências pessoais. Ou seja, a faculdade mediúnica é inerente aos seres humanos.
A mediunidade sensitiva, como o próprio nome diz, é quando o médium tem uma sensibilidade maior à presença do plano espiritual. Ou seja, ele é mais propenso a sentir os espíritos, das mais variadas formas. Segundo a definição de Allan Kardec: “todo indivíduo que sente num grau maior ou menor a presença ou influência do plano espiritual é possuidor de mediunidade sensitiva”.
Ainda segundo os estudos de Allan Kardec, “todo sensitivo é médium, mas nem todo médium é necessariamente sensitivo”. Sobre a presença dos espíritos, pode-se definir como um espírito bom quando a sensação produzida naquele que tiver mediunidade sensitiva for suave e agradável; já quando o espírito for mau a sensação do médium sensitivo será de angústia e pesar.

 Vidência e mediunidade

Perceber uma energia estranha, sonhar com algo que se torna realidade ou indicar o que pode acontecer a alguém são coisas que acontecem a todos nós, em menor ou maior grau. Mas a isso podemos dar o nome de vidência?!

A vidência é uma forma de manifestação da mediunidade. Para entender uma é preciso, antes, conhecer a outra.
A mediunidade é a capacidade de sensibilidade espiritual dada ao ser humano. Ela coloca o homem em contato com o outro mundo através de percepção e sensibilidade.
Sendo natural, a mediunidade é uma faculdade inerente a todas as pessoas. Todos nós temos a capacidade de sintonizar os sentidos para alcançar essas energias, pois elas são conduzidas pela água e nosso corpo é formado por 70% de água. A diferença é que algumas pessoas são mais sensíveis que outras e têm essa capacidade acentuada.
A mediunidade pode se manifestar de várias formas, e é aí que entra em questão a vidência. A vidência é a capacidade que possibilita ao médium ver e sentir coisas que não estão no seu campo físico e no seu tempo atual. Com esse dom, o vidente não só vê o que está no futuro, como entende as melhores possibilidades e oferece orientações para quem o consulta.

Outras manifestações da mediunidade

Há graus menores de mediunidade que atingem boa parte da população. Suas manifestações se dão através do(a):
·        Intuição
Intuição significa perceber algo da realidade, sem passar pelos processos racionais. É como acessar a verdade universal, aquilo que realmente vai acontecer, mas que nem todos sabem. Albert Einstein fala sobre a intuição nessa citação: “Penso 99 vezes e nada

Clarividência

Clarividência é a capacidade de ver coisas, eventos ou objetos que estejam distantes de nós, seja essa distância física (de espaço) ou temporal (de tempo, no passado ou no futuro).

A clarividência se dá através do plano espiritual e é um dom que nasce conosco, advindo de vidas passadas. Allan Kardec, o criador do espiritismo, definia os clarividentes da seguinte forma:
Clarividentes são indivíduos dotados de alguns conhecimentos que não lhes são próprios, mas sim advindos de existências anteriores e dos espíritos com os quais se comunicam, muitas vezes através dos sonhos.
Ou seja, a clarividência está no inconsciente coletivo e, respondendo ao título deste artigo, é possível que seja desenvolvida. Porém, não basta um simples estalar de dedos, ou seja, não é um processo rápido, pelo contrário, requer dedicação, tempo e comprometimento.




os muitos dons de vidência e de mediunidade destaca-se o dom da clarividência, que é a capacidade de ver com clareza determinados eventos, seres ou objetos a grandes distâncias, sejam elas físicas ou temporais, sem a utilização dos canais sensoriais comuns, os conhecidos cinco sentidos humanos.

Mas se existe a possibilidade de ver com clareza coisas que ainda estão por acontecer, isto significa que todo nosso destino é predeterminado e que não temos livre-arbítrio?

Clarividência não implica em determinismo

Ao longo da história da humanidade, muitos foram os casos de profecias famosas feitas com exatidão e riqueza de detalhes através da clarividência. Os clarividentes, através de seus dons de vidência e acuidade diferenciada, conseguiram, com anos de antecedência, descrever fielmente acontecimentos importantes, tais como:
·        A Revolução Francesa, descrita pelo famoso clarividente Nostradamus.
·        O naufrágio do Titanic, uma profecia famosa do escritor americano Morgan Andrew Robertson.
·        A Segunda Guerra Mundial, prevista também com autoria de Nostradamus.
Isto abre espaço para uma discussão até hoje muito acalorada: “A existência da clarividência anula nossas liberdades de escolha ao longo da vida?”.
Não! Na verdade, tudo que o vidente verdadeiro visualiza em suas consultas espirituais são tendências que podem vir a acontecer ou não, dependendo das ações do consulente. Ou seja, um vidente existe para alertar e orientar, mas jamais para ditar o que uma pessoa deve ou não fazer, sempre respeitando o livre-arbítrio de cada indivíduo. Ou seja, a tomada de decisões permanece sendo de nossa responsabilidade! Por exemplo: se você deve ou não investir em um relacionamento amoroso, confiar ou não em certas pessoas ou insistir ou não em determinado investimento, só para citar alguns casos.

Todos temos capacidade interior de alterar positivamente nossos destinos.

Portanto, o que é escrito pelo plano espiritual e muitas vezes previsto pela clarividência são meandros do projeto de vida que o Ser Maior tem para cada um de nós (seja Deus, Alá, Buda ou a divindade de nossas religiões).
Ou seja, são pré-disposições a determinadas condições de nossa vida e não necessariamente fatos consumados do que irá ou não acontecer. É natural e um esforço consciente do ser humano querer sempre se aperfeiçoar e melhorar, buscando a felicidade. E é justamente este esforço que tem a capacidade positiva de alterar o curso de nossas vidas junto a nossos guias espirituais.
E isto responde à outra pergunta também motivo de discussões acaloradas: “Por que as clarividências nem sempre se concretizam?”. Justamente pelo que acabamos de abordar: todo indivíduo, através de seu livre-arbítrio, tem poder de mudar o próprio destino, o que pode tornar inexatas previsões feitas anteriormente a nosso respeito.
Cinco técnicas, práticas ou hábitos que podem ajudar
  1. Como desenvolver a clarividência: praticar yoga, tai chi chuan e meditação ajuda bastante, pois potencializa a ligação do corpo físico ao corpo mental e espiritual.
  2. Como desenvolver a clarividência: praticar atividades físicas também é de suma importância, pois o corpo físico é o templo do espírito, por isso é necessário cuidar bem dele; esportes e academia são boas sugestões nesse caso.
  3. Como desenvolver a clarividência: cuidar da alimentação é deveras essencial, pois, assim como no item 2, favorece o bem-estar de nosso corpo físico; ou seja, uma alimentação saudável também auxilia nesse alinhamento com o plano espiritual.
  4. Como desenvolver a clarividência: terapias holísticas como o Reiki, por exemplo, são de grande valia no processo de desenvolvimento da clarividência, pois, segundo os princípios do “holismo”, elas trabalham no equilíbrio e alinhamento de todos nossos corpos sutis: físico, mental, emocional e espiritual.
  5. Como desenvolver a clarividência: fazer terapias como a psicologia clínica, a psicanálise ou qualquer outra que nos leve aos caminhos do autoconhecimento e da evolução interior.
descubro. Paro de pensar, mergulho no silêncio, e a verdade me é revelada. A isso chamo de intuição”.
·        Sonho
Essa é a forma mais básica de contato com a dimensão espiritual, afinal, nos sonhos vemos ou sentimos coisas que podem vir a acontecer. Mas essa teoria não é aceita por todos os especialistas, porque os sonhos sofrem influência da nossa vida real – como quando sonhamos com algo que devemos fazer no dia seguinte.
·        Sensitivismo
O ato de sentir um arrepio ou ver um vulto já aconteceu a todos nós. Isso também pode ser visto como uma manifestação da mediunidade, só que em um grau bem menor. Afinal, o comum é sentir algo muito passageiro e não achar nenhum significado nisso.

Fonte:/www.astrocentro.com.br 

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